sexta-feira, 23 de agosto de 2013


As estatais e os aposentados.

Realmente não consigo entender o porquê de nas empresas estatais, tantos aposentados serem mantidos em seus cargos. O funcionário recebe assim dois salários. O da empresa e o da aposentadoria, pago pelo INSS.
Mas enquanto ele recebe dois salários, há outro tanto número de cidadãos desempregados. Pais de família que não encontram de onde tirar o seu sustento, jovens recém-formados que procuram uma colocação no mercado de trabalho, pessoas dentro da própria empresa que procuram subir de cargo. Tudo isso esbarra no número de empregos aposentados que continuam na empresa.
Alguns deles permanecem por medo da mudança. Passaram toda a vida na empresa, não raro mais de duas ou três décadas e, agora tem medo de como vai ser ao se desligar dessa rotina de anos. A empresa foi durante todo este tempo, a sua razão de viver, portanto custam a aceitar a mudança, resistindo a ela com todas as suas forças.
Outros permanecem pelo dinheiro. Temem que se forem desligadas da empresa, seu nível socioeconômico irá cair. Passaram a vida inteira ganhando o mesmo salário e agora que tem a chance de possuir dois salários, não perdem a oportunidade.
Há também o caso dos que querem sair, mas a empresa não manda embora. Esses são maioria em estatais. O funcionário se aposenta, mas apesar de expressar o desejo de se desligar da empresa, esta não o demite.
A consequência imediata desta situação é funcionários desmotivados, que chegam ao trabalho para fazer o seu “arroz com feijão” e nada mais. As faltas são frequentes, com atestado sem real motivo médico. Alta taxa de absenteísmo. Além desses há também os funcionários improdutivos devido a idade avançada.
Recai sobre os governos (municipal, estadual e federal) a responsabilidade pela criação de empregos. Nisso as estatais seriam uma peça importante. Não tem cabimento, em um país com alta taxa de desemprego, as empresas estatais trabalharem com reduzido quadro de funcionários, manterem aposentados em serviço e fecharem suas portas a uma gama de trabalhadores que vivem em busca de um sonhado emprego.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Dia de banco.

Segunda-feira é dia de banco. E como não poderia deixar de ser, é aquele inferno de sempre. Filas, demora no atendimento e o pior de tudo... a porta. A porta giratória com o famigerado detector de metais. Toda vez que alguém tentava entrar no banco, passando pela porta e era bloqueado, era um suplício. O vigilante avisava que a pessoa deveria voltar, retirar de dentro da bolsa qualquer coisa de metal, depositar na caixinha e tentar novamente. Todo o problema poderia ser resolvido se o banco colocasse a disposição dos clientes, armários onde pudessem deixar os seus pertences, enquanto utilizam o serviço da agência. E o banco possuía os tais armários... seis. Seis armários para uma grande quantidade de clientes que afluem ao banco nas segundas e nas sextas, dias em que as agências ficam mais lotadas. Na minha modesta opinião os bancos tratam o povo brasileiro com total descaso. Serviços ruins, péssimo atendimento, muito tempo de espera e taxas abusivas, muito abusivas.

Esta é a semana de provas do semestre que está chegando ao fim. Porque na universidade onde estudo, o semestre tem três meses. Claro que eu e todos os demais estudantes pagam seis meses, mas temos apenas três meses de aula. Aí é sempre a mesma coisa, a correria de sempre, reposição de aula, um semestre enxuto e compacto. Preferia que fosse um semestre mais extenso, com mais tempo para se fazer tudo com mais calma. Esclarecer as dúvidas que pudessem surgir a medida que os textos fossem lido e relidos.

Bom, estou chegando ao fim do curso. Pra quem ainda não sabe, Psicologia é um curso de cinco longos anos. Dizem que vou sentir falta da faculdade depois de formado. Tenho as minhas dúvidas. Claro que há aquelas pessoas com quem travei amizade, com quem houve troca de ideias, tomamos cafés juntos, estudamos juntos, lamentamos juntos as notas e corremos juntos atrás do prejuízo. Dividimos o sofrimento para que pudêssemos colher os louros da vitória. Logo mais serei um psicólogo, mas afinal, o que realmente isso poderá significar.

Creio que eu esperava mais da Psicologia, acho que sim. Começando pela remuneração (bem, dinheiro é algo muito fácil de quantificar). O psicólogo é mal remunerado, não apenas ele, mas todos os profissionais da saúde. Isto reflete a situação pela qual o país está atravessando no momento. A desvalorização dos profissionais da saúde e do ensino. Duas áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. Mas pelo visto a estratégia do nosso país é outra, Copa. Estão preocupados com a Copa, enquanto que não temos o que comer na cozinha.



domingo, 2 de junho de 2013

Vida de universitário.

Vida de universitário é fogo. É trabalho, provas, pesquisas inúmeras, livros para ler, apresentação de seminário, TCC e o diabo a quatro (ou de quatro como alguns preferem). Fora os estágios, este semestre eu tenho só três. Sim, tenho que dar conta de três estágios, mais as provas e se não quiser enlouquecer, tenho que arranjar tempo para cuidar um pouco de mim, arejar a mente, sair com amigos, bate papo e por aí vai.

Dinheiro é outra questão difícil para um universitário. O que? Nem me fala. Ta difícil pra todo mundo, eu sei, eu sei,  mas... na universidade você tem as mensalidades, os livros e as vezes da vontade de comer um lanche, as vezes nem é por vontade, mas por fome mesmo. Imagina você passar uma tarde toda na faculdade, com fome, cansado, seus pés doendo, o estômago ronca, a cabeça dói e o trabalho não rende nada. Se você curte roupa de grife, tênis de marca, bons perfumes. Pode esquecer! Ou você sacrifica tudo pela faculdade ou ganha na mega sena. A não ser claro, que o seu pai seja algum patrono, ah... aí sim. Com paitrocínio até eu faço faculdade, faria duas até se pudesse. 

Seria um sonho. Fazer Medicina, iria pra Psiquiatria e faria Psicanálise. Só que não. O meu antigo sonho de adolescente era fazer Psicologia. Cheguei a pensar em Psiquiatria, mas quando fui pesquisar um pouco sobre o curso, vi que o eu queria mesmo era a Psicologia. Esta é a ciência e profissão que eu amo de paixão mesmo.

Bom, este é o primeiro post, do meu primeiro blog. Enquanto eu estou aqui escrevendo para este blog, tenho três relatórios finais de estágio para entregar ainda esta semana. É... isto também faz parte da vida do universitário. Desde o primeiro semestre ele começa a jurar que no próximo semestre não vai deixar nada para a última hora e sempre acaba deixando.

Mas aqui está. Quem sabe eu tenha mais assunto da próxima vez?!