Segunda-feira é dia de banco. E como não poderia deixar de ser, é aquele inferno de sempre. Filas, demora no atendimento e o pior de tudo... a porta. A porta giratória com o famigerado detector de metais. Toda vez que alguém tentava entrar no banco, passando pela porta e era bloqueado, era um suplício. O vigilante avisava que a pessoa deveria voltar, retirar de dentro da bolsa qualquer coisa de metal, depositar na caixinha e tentar novamente. Todo o problema poderia ser resolvido se o banco colocasse a disposição dos clientes, armários onde pudessem deixar os seus pertences, enquanto utilizam o serviço da agência. E o banco possuía os tais armários... seis. Seis armários para uma grande quantidade de clientes que afluem ao banco nas segundas e nas sextas, dias em que as agências ficam mais lotadas. Na minha modesta opinião os bancos tratam o povo brasileiro com total descaso. Serviços ruins, péssimo atendimento, muito tempo de espera e taxas abusivas, muito abusivas.
Esta é a semana de provas do semestre que está chegando ao fim. Porque na universidade onde estudo, o semestre tem três meses. Claro que eu e todos os demais estudantes pagam seis meses, mas temos apenas três meses de aula. Aí é sempre a mesma coisa, a correria de sempre, reposição de aula, um semestre enxuto e compacto. Preferia que fosse um semestre mais extenso, com mais tempo para se fazer tudo com mais calma. Esclarecer as dúvidas que pudessem surgir a medida que os textos fossem lido e relidos.
Bom, estou chegando ao fim do curso. Pra quem ainda não sabe, Psicologia é um curso de cinco longos anos. Dizem que vou sentir falta da faculdade depois de formado. Tenho as minhas dúvidas. Claro que há aquelas pessoas com quem travei amizade, com quem houve troca de ideias, tomamos cafés juntos, estudamos juntos, lamentamos juntos as notas e corremos juntos atrás do prejuízo. Dividimos o sofrimento para que pudêssemos colher os louros da vitória. Logo mais serei um psicólogo, mas afinal, o que realmente isso poderá significar.
Creio que eu esperava mais da Psicologia, acho que sim. Começando pela remuneração (bem, dinheiro é algo muito fácil de quantificar). O psicólogo é mal remunerado, não apenas ele, mas todos os profissionais da saúde. Isto reflete a situação pela qual o país está atravessando no momento. A desvalorização dos profissionais da saúde e do ensino. Duas áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. Mas pelo visto a estratégia do nosso país é outra, Copa. Estão preocupados com a Copa, enquanto que não temos o que comer na cozinha.
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